

O pen drive apreendido pela Polícia Federal (PF) no banheiro do quarto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continha documentos e informações de uma empresa de Santa Rita do Passa Quatro (SP), especializada na fabricação e comercialização de equipamentos médicos e odontológicos. A empresa se chama Medicalfix, e é administrada pelo dentista Mário Roberto Perussi.
Perussi, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro participaram de um café da manhã em 22 de agosto do ano passado, ocasião em que discutiram a importação de máquinas de outros países. “Discutimos estratégias para incentivar a competitividade das empresas brasileiras ao enfrentar a concorrência de máquinas estrangeiras e como otimizar a legislação tributária para apoiar essa causa”, escreveu Perussi, em uma publicação nas redes sociais, segundo o portal Metrópoles.
O pen drive foi em 18 de julho e foi periciado pela PF. Uma grande quantidade de arquivos — a maioria imagens — foi detectava, mas a maior parte foi apagada e não recuperada pela PF. O material foi considerado irrelevante pelos investigadores.
Dentro do dispositivo, havia catálogos da Medicalfix, com apresentação de brocas e lâminas cirúrgicas; sistema de fixação rígida Locking Medicalfix 2.0; sistema de fechamento de crânio; sistema crânio-bucomaxilofacial; distrator transpalatal; e sistema de fixação rígida Locking Medicalfix 2.4.
Em um PDF, havia um certificado de boas práticas de fabricação e controle de produtos para saúde, emitido pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O documento atestava que a empresa do colega de Bolsonaro cumpria a legislação sanitária.
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