

A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem até esta segunda-feira (25) para se manifestar sobre os esclarecimentos da defesa de Jair Bolsonaro apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (22).
O documento entregue pelos advogados do ex-presidente é uma resposta à decisão da Polícia Federal (PF) de indiciar Bolsonaro e o filho Eduardo Bolsonaro pelos crimes de coação no curso do processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
O ministro do STF Alexandre de Moraes concedeu 48 horas para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestasse no inquérito que tramita no STF. Em tese, o prazo venceria neste domingo (24). No entanto, como a data coincidiu com o fim de semana, a entrega da manifestação foi prorrogada para o primeiro dia útil, ficando para esta segunda-feira (25).
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, avalia as explicações apresentadas pela defesa de Bolsonaro sobre uma suposta tentativa de fuga para a Argentina. A possibilidade do ex-presidente deixar o país foi descoberta após a PF encontrar uma carta para o presidente argentino, Javier Milei, pedindo “asilo político” em um celular de Bolsonaro.
Prisão domiciliar
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto por decisão de Moraes. O ministro do STF entendeu que o ex-presidente descumpriu uma das medidas restritivas impostas pelo magistrado.
No dia anterior (domingo, dia 3 de agosto), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, gravou um vídeo do pai e postou nas redes sociais. Na publicação, apagada em seguida, Bolsonaro aparece discursando para apoiadores durante uma manifestação.
Naquele final de semana, apoiadores do ex-presidente realizaram atos em defesa de Bolsonaro em várias capitais do país, como em Salvador, Brasília e Rio de Janeiro.
Investidas de Trump
O indiciamento de Bolsonaro acontece em meio a uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O governo de Donald Trump tem adotado algumas medidas contra a gestão do presidente Lula e o judiciário brasileiro ao que chamou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro.
Entre as medidas adotadas por Trump está o tarifaço de 50% a produtos brasileiro que entram nos EUA e a revogação dos vistos de ministros do STF.
Carlos Moura / Agência Senado